Resenha: Na Natureza Selvagem | Jon Krakauer

Foto: Gabriel Constantino
Título: Na Natureza Selvagem.
Autor: Jon Krakauer.
Páginas: 214 páginas.
Editora: Companhia das Letras.
Tradução: Pedro Maia Soares.
Lançamento: 2008.
Sinopse: O corpo em decomposição de um jovem é encontrado no Alasca. A polícia descobre que se trata de um rapaz de família rica do Leste americano que largou tudo, se internou sozinho na aridez gelada e morreu de inanição. 
Quem era o garoto? Por que foi para o Alasca? Por que morreu? Para responder a essas e outras perguntas, Jon Krakauer refaz a trajetória de Chris McCandless, revelando a América dos que vivem à margem, pegando carona ou circulando em carros velhos, vivendo em acampamentos e cidades-fantasmas. Mergulha no mundo da cidadezinha rural, onde homens rudes bebem e conversam sobre o tempo e a colheita. Compara a história do jovem com a de outros aventureiros solitários que tiveram fim trágico.
O resultado é uma narrativa envolvente, por vezes amarga, em que os sonhos da juventude se transformam em pesadelo. 


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Esse livro é a biografia de Chris McCandless, um jovem com uma forte ideologia, a qual o fez seguir a jornada que o tornaria conhecido pelo mundo. Ele era um jovem super talentoso, sua família era de classe média, seu pai trabalhava para a NASA como especialista em antenas e era bem sucedido no que fazia e sua mãe era secretária do seu pai, e depois de um tempo os dois fundaram uma empresa de consultoria. 


Foto: Gabriel Constantino
Ele era formado em história e antropologia, o que o deixava analisar as pessoas e tal, ele meio que seguia os ideais de escritores como Henry David Throeau, Leon Tolstói e Jack London. Em busca de se opor ao sistema, doa os 24 mil dólares que tinha em sua conta bancária para instituições de caridade, seus pertences, carro, tudo, e parte para uma vida onde ele ia viver do que a terra o dava. Mas isso não deu muito certo, pois depois de um tempo sem achar alimento ele começa a trabalhar em troca de moradia e comida. E é assim, até o final da sua vida, vai passando por lugares, se tornando importante para as pessoas, mas ele era um espírito livre, não gostava de ficar preso a algo ou alguém.

Enquanto sua família estava desolada a sua procura, ele estava seguindo o seu sonho/ideal, e isso é uma coisa legal que tirei da sua história, que quando queremos algo, nós podemos fazê-lo sozinho, pois esse é o nosso sonho, não do fulano. O autor também traz rapidamente histórias de outras pessoas que seguiram esse mesmo rumo, antes mesmo de Chris, e também relatos de aventuras próprias. Essa história se tornou livro graças a repercussão do artigo que Jon Krakauer fez sobre Chris, e ele fala no livro de como as pessoas se sentiram motivadas e comovidas pela história de Chris McCandless.

Foto: Gabriel Constantino

Gostei bastante desse livro, sendo que ele me passou um pouco do idealismo de Chris e a sua motivação, o modo como o autor vai dando as informações é muito bom, pois ele vai deixando o melhor pro final, e consigo deixando com gostinho de quero mais. Uma coisa que não gostei no livro foram as partes em que o autor contou sobre sua vida, no caso de escaladas que fez a lugares que nem me recordo de tão entediado que fiquei nessas partes. Pensei comigo mesmo "Olha só Krakauer, estou aqui para ler a história de Chris, não a sua.", não me interessei nem um pouco pelo relato de Krakauer, se ele tivesse falado mais da história dele e não a narração dele escalando teria sido muito melhor. A história de Chris é muito emocionante, e podemos pensar "Por que ele deixaria uma vida boa, cheia de mordomias para viver tudo isso?", simples, ele queria sair da sua zona de conforto e tentar algo novo, tentar algo novo e diferente, sair do sistema. Penso se Chris não era de esquerda...












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