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Quem nunca viu velhos sentados em algum parque que atire a primeira pedra, acredito que as coisas mais fáceis de se ver em parques sem ser árvores são velhos senhores. Nos limitamos pensar que a vida deles a ir ao parque e só, sem histórias nem nada, mas estamos enganados, algum chegam nos enganar pela surpreendente história que trazem incrustadas em suas almas.

Outro dia fui no parque da mais antigo da minha cidade, cheio de antigas construções ao redor, de diversas décadas, e quem sabe a alguns séculos. Lá tinha diversas mesinhas de xadrez espalhadas pelo parque e diversos bancos de madeira sobre as sombras das antigas árvores, que já observaram muita coisa acontecer naquele parque.

Sentado em um banco com minhas coisas começo a observar todas pessoas que estavam por lá nessa fresquinha manhã. Haviam uns 3 senhores sentados em uns bancos conversando e mais 2 jogando xadrez ou damas em uma mesinha não muito longe dos outros. Todos com rostos muito sérios, enrugados, deviam ter mais de 60 anos com certeza.

Jogando xadrez estavam Sérgio e Osvaldo, dois militares aposentados, dois militares de altos cargos, esquecidos. Estrategistas natos, iludidos, competem um contra o outro no xadrez para manter os neurônios funcionando para caso o exército os chamem para ajudar nos conselhos estratégicos em uma possível guerra. Os dois são viúvos, os filhos nunca os visitam, vão dormir as 21h da noite.

No banco sentados, estavam os três senhores comentando das pessoas que passavam por eles. Eles se chamam José Augusto, Pedro e Francisco, os três moravam na mesma rua a muitos anos, já passaram por muitos problemas juntos, principalmente por causa de seus filhos e filhas que os faziam passar por cada situação constrangedora. Atualmente viviam com suas mulheres em suas casas antigas, somente o casal, apenas Francisco tinha uma cadelinha vira-lata que apareceu na frente de sua casa, que sua mulher tinha adoração.


Se eu começar a contar o que sei sobre cada um deles esse pequeno texto dará um livro, bem grandinho por sinal. Tenho que ir embora, tenho muitas outras pessoas para analisar e descobrir os seus passados. O meu nome não direi, se não ninguém mais vai me contar nada, guardem segredo sobre tudo o que disse, se não muitas pessoas virão atrás de mim. 


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12 comentários:

  1. Ai que tema mais fofinho! Adorei. *_*
    Seguindo o blog!

    Beijos,
    Postando Trechos

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  2. Bom texto Gabriel, eu particularmente gosto de conversar com pessoas mais velhas, eles tem muita história para contar. Seu blog é uma graça, parabéns. Bj

    www.somandoconhecimento.com

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    1. Obrigado Suzi, eu também gosto, acho que eles podem nos acrescentar algo com suas histórias.

      Abraços!

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  3. Muito bom o texto. E realmente os velhinhos tem muito oque contar.
    Abraços!

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  4. Olá,
    amei esse tema!
    Realmente me fez pensar, quando vemos um velinho/velinha sentados em algum banco sempre penso em como eram suas vidas na juventude.
    Bem legal!

    http://blogexplicita.blogspot.com.br/

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    1. Obrigado Rebeca, eu também faço isso de vez em quando.
      Abraços!

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  5. Cada dia que passa, ou melhor a cada post atualizado, você está escrevendo melhor, Parabéns

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    1. Obrigado Miria, fico contente pelo elogio.
      Abraços!

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  6. Realmente os idosos tem muitas histórias e conselhos sábios para contar. Com certeza não caberia nesse post.

    http://www.16primaverasblog.com/
    https://www.facebook.com/16primaverasblog/

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