Resenha: A Cadeira de Prata | C.S. Lewis


Olá gente, como estão? Seguindo essa “vibe” literária que estou, hoje venho trazer a resenha de um livro que terminei de ler essa semana e estou sentindo um sentimento de “preciso resenhar esse livro! ”, o livro que estou falando é A Cadeira de Prata do C. S. Lewis, a 4ª crônica publicada e a penúltima em ordem cronológica.

No começo da crônica nos é apresentada a personagem Jill, uma garota que sofria bullying por alguns alunos de uma “escola experimental”, onde os alunos podiam fazer o que quisessem, mas tinha uma parte da turma que só queria tocar o terror nos outros. E era isso que eles fizeram com Jill, então ela foi se esconder para não ser pega por eles. Até que Eustáquio se esbarra com ela, no esconderijo que Jill escolhera: atrás de algumas árvores e arbustos.

Para quem não se lembra, Eustáquio é o primo do Pedro, Edmundo, Susana e Lúcia, e nos foi apresentado no livro “A Viagem do Peregrino da Alvorada”. Então ele conta para Jill sobre um lugar chamado Nárnia, e que poderiam tentar ir para lá chamando Aslam, o Leão. Então eles o chamam, e nada acontece, apenas os valentões que estão quase encontrando os dois, e quando vissem Eustáquio com Jill iriam dar um jeito nele também.


Os dois conseguem chegar em um lugar totalmente diferente, um penhasco muito alto com muitas árvores, um pequeno rio e outras coisinhas da natureza. Jill queria bancar a corajosa, a alpinista na beira do penhasco, mas quando Edmundo viu aquilo foi direto tirar ela de lá prevenindo-a de cair, mas quem caiu foi ele. Então Aslam aparece para ela. Jill tem medo dele, pensando que ele era um leão normal e selvagem, como os do nosso mundo. Ele a ensina alguns passos para cumprir a missão que foi incumbida a ela e ao Eustáquio: salvar o príncipe Rilian, filho do rei.

O príncipe Rilian desapareceu após ir atrás do assassino/a da mãe, que havia sido morta quando ele ainda era criança, desde então todos os dias ele saia pelas redondezas a cavalo a procurar por pistas, até que um dia encontram somente o cavalo dele na mesma clareira que sua mãe havia sido assassinada. Isso fez com que Caspian ficasse muito entristecido, pois ele era seu único filho.


Ela não sabia quem era esse rei, mas mesmo assim foi “transportada” por Aslam ao lugar onde o amigo se encotrava, no caso em um lugar estratégico para ver o castelo e a comitiva que estava acontecendo em seu porto. Eles não sabiam de quem era aquela comitiva e nem aquele reino, mas depois ele liga os pontos e descobre: era o reino de Nárnia, e o rei que estava entrando num belo navio com bandeiras com cores vivas tremulando ao vento eram de Caspian, o que ele conheceu na sua aventura com os primos em alto mar.

Os dois necessitavam concluir a missão dada a eles por Aslam, e para isso os dois conseguiram ajuda de alguns outros personagens e conseguem um acompanhante para essa busca pelo príncipe desaparecido, o Brejeiro, um paulama, ser com os braços e pernas muito maiores que os humanos e um corpo pequeno como o de um anão, ah sem dizer que eles tinham algumas semelhanças com sapos.

Agora falando sobre minha opinião, eu gostei muito do livro, sério. Ele retrata tudo com uma naturalidade descomunal, uma característica da escrita de Lewis, eu já disse nas resenhas das outras crônicas (clique aqui para lê-las) que acho super demais o modo como Lewis retrata as coisas, cenário, personagens, tudo que ele escreve se torna um tanto quanto especial. Se pudesse eu lia até as listas de supermercado dele. Sem dizer que o livro tem em torno de 100 páginas, e é uma leitura que flui muito rapidamente.

Para quem já leu o livro vai entender o que vou falar agora, o título é um tanto quanto aleatório, eu imaginava que tinha todo um simbolismo por trás, e até tem, mas não é tanto como nos outros livros. Falando sobre os personagens, o Eustáquio tá bem melhorzinho, a Jill não me conquistou nem um pouco, pois as atitudes dela eram muito infantis mesmo em situações de alta periculosidade e fazia muito “mimimi”; já o Brejeiro... esse personagem me conquistou completamente, pois ele é super pessimista, e isso irritava muito a Jill e o Eustáquio, que muitas vezes não acreditaram nele, nem dava atenção ao que dizia, mas no fundo ele estava certo, esse personagem já conquistou um lugar entre os meus personagens preferidos.


Minha frase favorita do livro

“Estou do lado de Aslam, mesmo que não haja Aslam. Quero viver como um narniano, mesmo que Nárnia não exista”
Lispector, Brejeiro.




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9 comentários:

  1. Gostei da listas de supermercado kkk
    Ainda não li livros deste autor, mas a história é muito boa, e pelos seus elogios deu ate vontade de ler.
    Abraços!

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    1. Só cheguei a ler As Crônicas de Nárnia, mas as outras obras pretendo algum dia. Lê mesmo, vais gostar!
      Abraços!

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  2. Essa é minha frase preferida também. Não há como não gostar dos livros de Lewis: quase impossível! Realmente você tinha que resenhar esse livro (:D)

    http://www.16primaverasblog.com/

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    1. Sim, os livros dele são muito amorzinho.
      Abraços!

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  3. Não consigo ler esse livro, mas a sua resenha eu gostei!
    hahaha...
    comprei e não saio da pagina 33 kkkkkkk
    vou tentar ler novamente.

    beijos
    www.maricotacaradericota.com
    já viu o post novo que fiz, falando sobre o cantor Bruno Rosa? http://www.maricotacaradericota.com/2016/03/lonely-highway.html

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    1. Quando comecei a ler O leão, a feiticeira e o guarda roupa parei no segundo capítulo e não andava com a leitura, mas quando peguei com vontade acabei em dois dias, depende da vibe que a pessoa está no momento.

      Abraços!

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  4. Tenho esse livro mas ainda não li, eu comecei mas empaquei no começo, que é meio chato. Depois disso eu pausei a leitura e até agora continua assim, parada. ueheuheueh Pretendo continua-la em breve!

    Abraços,

    Blog Decidindo-se \o/

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    1. Sim, o começo é meio chatinho, mas depois pra mim pareceu que a leitura fluiu rapidamente.

      Abraços!

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  5. Nárnia é tudo de bom!
    Ainda não terminei de ler tds, mas esse ano eu termino!
    Bjs!
    Mah
    De casinha nova

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