Terra dos macacos | Capítulo 1


Já se passaram 2 anos desde que Antônio Soeiro de Abrantes havia desembarcado no lugar que hoje conhecem pelo nome de Brasil em busca da prosperidade que se tanto comentava em Portugal e até mesmo entre os amigos ingleses que residiam na Inglaterra. Mas eu sei como ninguém, que o Brasil não lhe ofereceu somente riquezas, mas também experiências que ele nunca imaginaria viver.

Se formos fazer um perfil de Antônio veremos que ele não tinha os pensamentos comuns das pessoas de sua época, era um idealista, um revolucionário nato, desde pequeno tentava mudar o que achava errado e tentava fugir dos pensamentos das massas. Seus pais tinham esses pensamentos da massa que ele tanto abominava, um casal de burgueses, que viviam para acordar cedo no próximo dia e irem para a sua loja no centro de Lisboa, onde recebiam muitas pessoas de renome, as quais eles queriam que Antônio convivesse, mas me diz se ele queria? Querer não queria, mas foi necessário.

Mas voltando àquele tempo...

Portugal estava em crise, aquele maldito Napoleão tentando afugentar os monarcas e muitas pessoas indo para a colônia portuguesa na América, ou em busca de refúgio por medo dos franceses ou por quererem enriquecer na popularmente conhecida como “terra de macacos”. Os Soeiro de Abrantes não foram embora, preferiram passar o medo dos franceses do que perder anos e anos de trabalho que passaram para conquistar tudo o que tinham, por causa do tal Napoleão.

Nessa época Antônio havia ido estudar na Inglaterra por convite de George Griffith, um rico comerciante inglês amigo do pai de Antônio. Lá ele aprendeu a falar o inglês e ia aos mais diversos bailes e jantares com a família Griffith, chegando a conviver com diversos nobres da monarquia britânica, chegando até a se envolver com a filha de um barão inglês, a jovem e bela Katherine. Mas não vou me aprofundar nesse caso, essa poderá ser uma história de diversas faces, mas um romance recomendo que vocês não esperem.

Quando soube que a monarquia portuguesa estava partindo rumo ao Brasil, e toda a comitiva e pertences que levaram ficou abismado, eles não estavam indo para passar uma temporada somente, mas sim para algo mais prolongado, pelo tanto de pertences que levaram e as obras que mandaram executar numa cidade chamada Rio de Janeiro, capital da terra dos macacos.

O que seria de Portugal? O que seria dele e de seus pais? O que deveria fazer? Essas foram algumas das muitas perguntas que Antônio se fez debruçado na escrivaninha de frente para a grande janela em seu quarto toda molhada pela chuva característica do inverno inglês. Tem muitas pessoas que dizem que o Universo conspira ao nosso favor, e é verdade, ele conspirou para Antônio naquele momento. A governanta da família Griffith bate na porta de Antônio e o avisa que George quer falar com ele em seu escritório.

Chegando lá Antônio encontra George sentado atrás de sua mesa cheia de papéis e livros e a sua frente Morgan, filho mais velho de George, sentado ao lado de uma poltrona vazia, que devia ser destinada para Antônio. O diálogo que aconteceu naquele escritório foi o seguinte: George estaria mandando um navio a Portugal para transportar mais portugueses rumo a colônia portuguesa na América, e perguntou se Antônio preferiria ficar lá ou ir junto na tripulação do navio. Como sempre os ingleses conseguem tirar proveito de algo.

Por fim, Antônio se encontra dentro de um navio, na melhor cabine, lendo um livro que comprara em Londres, sozinho, pensou nos pais atrás do balcão de sua loja.




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6 comentários:

  1. adooooreiiiiiiii
    histórias / conto com EUROPA são os melhores

    beijos
    www.maricotacaradericota.com

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  2. Cheguei no seu blog através da Gi Pereira e me encantei!
    Que lindo essa paixão pela leitura, minha professora de Roteiros na faculdade sempre dizia: quem não lê não escreve!
    Concordo plenamente com ela!
    Muito sucesso à você!
    Bjs!
    Mah
    De casinha nova

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    1. Obrigado Marcela, acabei de sair do teu blog hahahaha. É verdade mesmo, nós conseguimos aprender muitas coisas com os livros e textos.

      Abraços!

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